Por onde começar
Estas páginas não se leem por ordem. Abra a situação que se parece com a sua: ela conduz às duas ou três páginas que lhe respondem.
Estas páginas não se leem por ordem. Abra a situação que se parece com a sua: ela conduz às duas ou três páginas que lhe respondem.
O que o estudo do chocolate dizia realmente, a única planta que bate o placebo e o que custa, e o que manda para as urgências.
O que fazem e não fazem, a associação com os nitratos que pode matar, os quatro países onde se compram sem receita.
Duas maneiras de desejar, o ciclo, as diferenças, o desejo que falta.
O clítoris, o orgasmo, a diferença, a anorgasmia, a dor.
Anatomia, experiência, nela, nele, explorar.
O toque, o beijo, as carícias, o seu desaparecimento, a lei.
Os inquéritos, a segurança, as fantasias, propor e recusar, a higiene.
O corpo, a demora, a dor, a contraceção, o outro.
Porquê, os três tipos, o que evitar, quando conta, onde.
Desejo espontâneo e desejo reativo, as causas frequentes — hormonas, medicamentos, cansaço, casal —, a diferença de desejo entre parceiros, e o que faz voltar a vontade.
Controlo do desejo, possibilidade de casar, rito de passagem, falsa prescrição religiosa: as razões que as comunidades dão, o que vivem as mulheres, e como a prática recua.
Quem o escreveu, o que contêm os seus sete livros — só um fala de posições —, as traduções que o deformaram, e como o usar hoje.
O que mudam as hormonas e as operações, as palavras a evitar, o consentimento, a contraceção ainda necessária e a prevenção: uma página de saúde sexual, sem clichés.
O desejo nem sempre é espontâneo. Em muitas pessoas, e mais nas mulheres, não aparece por si mesmo mas em resposta a uma situação agradável. Esperar uma vontade que vem do nada é esperar algo que não funciona assim — e concluir, erradamente, que há um problema.
A diferença de prazer não é uma questão de biologia. As mulheres atingem o orgasmo claramente menos vezes do que os homens nas relações heterossexuais, e muito mais vezes noutras configurações. O que essa diferença mede são as práticas, não os corpos.
O que mais muda as coisas é falar disso. É a conclusão mais constante da literatura sobre a satisfação sexual, e a menos espetacular. Nenhuma técnica compensa a ausência de conversa.
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