A quem recorrer, e quando

Disfunção erétil, ejaculação demasiado rápida, dor, perda do desejo, ardor ao urinar, sangramento, lesão: para cada sintoma, o profissional a ver primeiro — médico de família, urologista, ginecologista, sexólogo, psicólogo, fisioterapeuta —, o que vai procurar, e as situações em que não se deve esperar pelo dia seguinte.

O princípio: um sintoma, uma porta de entrada

A maioria das dificuldades sexuais cura-se, e a maioria das pessoas que delas sofrem não consulta ninguém — ou consulta a pessoa errada, sai com um «é da cabeça» ou um «é a idade», e não volta. Esta página faz o contrário de um dicionário de doenças: parte do que sente, diz a quem recorrer primeiro, o que esse profissional vai procurar, e quando passar ao seguinte.

Uma regra simples vale para quase tudo o que se segue: a primeira consulta é a do médico de família (médico assistente ou de cuidados primários segundo os países). Examina, prescreve as primeiras análises — glicemia, perfil lipídico, doseamento hormonal —, revê os seus medicamentos e sabe para que especialista encaminhar. Em muitos países é também a condição para que a consulta do especialista seja comparticipada. Duas exceções: as urgências descritas mais abaixo, e as situações em que já sabe que o problema é relacional ou psicológico — pode então ir diretamente a um sexólogo ou a um psicólogo.

Os profissionais, e o que cada um faz

Sintoma por sintoma: a quem recorrer

A ereção

A ejaculação

O desejo

A dor

Urina, secreções, sangramentos, lesões

O orgasmo e o prazer

As idades e as etapas da vida

Quando a dificuldade não está no corpo

As urgências: não esperar pelo dia seguinte

A sexologia, na prática

Quem são os sexólogos — médicos, psicólogos, sexoterapeutas —, o que tratam, como decorre uma consulta, quantas sessões são precisas e como escolher alguém sério: é o objeto da página A sexologia.

Perguntas frequentes

O meu médico disse-me que «é da cabeça». O que fazer?

Perguntar em que se baseia. Uma disfunção erétil só se declara psicológica depois de verificar a tensão, a glicemia, os lípidos, a testosterona e a lista de medicamentos; uma dor nas relações nunca é «da cabeça» sem exame ginecológico. Se o exame foi feito e não mostra nada, então a pista psicológica é séria, e um sexólogo é o interlocutor adequado — não é um beco sem saída, é uma orientação.

Urologista ou andrologista?

O urologista é um cirurgião das vias urinárias e do aparelho genital masculino; o andrologista ocupa-se da função sexual e reprodutiva do homem, e é muitas vezes um urologista ou um endocrinologista com uma competência adicional. Para uma disfunção erétil, ambos servem; para uma dor, um nódulo ou sangue, o urologista.

Um urologista também atende mulheres?

Sim, para tudo o que diz respeito às vias urinárias: infeções repetidas, perdas, sangue na urina, cálculos. Para os órgãos genitais femininos, o ginecologista.

A partir de quando uma perturbação merece uma consulta?

Quando dura há mais de três meses, ou quando o faz sofrer ou pesa na relação — seja qual for a sua duração. Uma falha isolada, uma perda de desejo durante um período de stress ou depois de um nascimento não são doenças. Uma dor, um sangramento ou uma lesão, pelo contrário, mostram-se sem esperar.

Para ir mais longe

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