Curto e público
Um café ou um copo de uma hora, num lugar público que conhece, de dia ou ao início da noite: é o formato que funciona melhor, porque permite ir-se embora sem drama e prolongar se correr bem. Um jantar de três horas com alguém que não se conhece é uma prova de resistência, não um encontro. E para um primeiro encontro nascido online, o lugar público é também uma regra de segurança: avise alguém, vá pelos seus próprios meios.
De que falar
Do que o outro disse de si, e do que fez esta semana: as perguntas concretas abrem mais do que as perguntas profundas. Evite a entrevista de emprego (lista de qualidades, projetos a cinco anos) e a sessão de terapia (os ex, as feridas). Não porque sejam proibidas, mas porque há tempo, e porque um primeiro encontro serve para verificar se a conversa flui.
Quem paga
A regra mais simples é a que evita o mal-entendido: quem convidou propõe pagar, o outro propõe dividir, e decide-se em dez segundos. Uma insistência em pagar tudo pode pesar tanto como uma insistência em dividir a conta ao cêntimo; o tom conta mais do que a quantia.
Terminar
Termina-se à hora anunciada, mesmo que corra bem — sobretudo se corre bem: é a melhor garantia de um segundo encontro. A mensagem do dia seguinte pode ser breve: «Foi bom. Queres voltar a ver-me?» E se não tiver vontade, duas frases valem mil vezes o silêncio: «Obrigado pelo café, mas não senti o que procurava.»
O primeiro gesto
Um beijo no fim de um primeiro encontro não é nem devido nem proibido. Propõe-se — com um olhar, uma frase — e lê-se a resposta. Uma hesitação é um não para esta noite. O resto das regras está na página sobre a sedução.
