A vantagem do contexto
Os amigos, o trabalho, os estudos, uma associação, um desporto, uma viagem: os lugares onde nascem os casais têm em comum oferecer um pretexto para se voltarem a ver sem ter de o dizer. Observa-se o outro a comportar-se com outras pessoas, tem-se tempo para mudar de ideias, e alguém pode responder por ele. É por isso que estes casais duram em média mais do que os nascidos online: não porque as pessoas sejam melhores, mas porque a seleção foi feita antes.
Multiplicar as ocasiões
Não se conhece ninguém ficando em casa, nem frequentando sempre as mesmas pessoas. As atividades regulares — um curso, uma equipa, um voluntariado, um coro — funcionam melhor do que as saídas noturnas porque criam a repetição, e a repetição cria a familiaridade. O objetivo não é «encontrar alguém» mas alargar o círculo: os casais nascem muitas vezes no segundo círculo, o amigo de uma amiga.
A maneira conta
Na vida real, uma recusa custa a ambos, e a reputação segue. Seduzir sem incomodar, ler um não que não é dito, propor sem insistir: é uma competência, e aprende-se. A página sobre a sedução dá as regras; a do primeiro encontro diz como transformar um interesse num encontro.
Recomeçar
Depois de uma separação, de um luto, ou simplesmente depois dos cinquenta, os códigos mudam: o tempo é mais precioso, as vidas já estão cheias, os filhos e as casas existem. Uma página é dedicada a estes encontros, que são muitas vezes os mais bem-sucedidos.
