Um mercado que existe
As separações depois dos cinquenta anos duplicaram em vinte anos na maioria dos países europeus e no Brasil, e as aplicações têm secções inteiras dedicadas a esta idade. Não se é nem demasiado velho nem fora do mercado: está-se simplesmente num mercado diferente, em que as pessoas têm uma história, filhos, uma casa, e menos tempo a perder.
O que muda
- O tempo: sabe-se depressa se dá ou não dá, e não se espera seis meses para o dizer.
- As vidas cheias: agendas, filhos — mesmo adultos —, pais idosos, hábitos. O casal constrói-se ao lado de uma vida, não no lugar de uma vida.
- O corpo: a saúde, a menopausa, os medicamentos mudam a sexualidade, não a suprimem. As páginas sobre a sexualidade e a idade falam disso sem rodeios.
- A casa: viver juntos ou viver cada um em sua casa é uma escolha verdadeira nesta idade, e muitos casais escolhem a segunda.
O que não muda
O guião das burlas românticas visa sobretudo esta faixa etária, porque tem um património e às vezes uma solidão. As regras são as mesmas: nenhum dinheiro a quem nunca se viu, verificação das fotografias, videochamada. A página dedicada desenvolve-as.
As perguntas práticas
Um novo casal depois dos cinquenta anos faz perguntas de direito que os casais jovens não fazem: quem herda se um dos dois morrer — os filhos do primeiro casamento, o novo companheiro? —, o que acontece à casa, como proteger o companheiro sem despojar os filhos. O casamento, a união de facto, a coabitação simples e o testamento dão respostas diferentes em cada país: as páginas sobre o casamento, os regimes de bens e a herança, e as suas fichas de país, foram feitas para isso.
