A numerologia do nome é uma prática antiga: dá-se a cada letra um valor de 1 a 9, soma-se, reduz-se a um algarismo e lê-se. Saem três números — o de todas as letras, o das vogais, o das consoantes —, que a tradição associa ao que se mostra, ao que se deseja e ao que os outros percebem. Aqui lemo-los sob o ângulo da vida a dois, como se leria um horóscopo: pelo prazer de se reconhecer, ou de protestar.
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Como se faz o cálculo
A tabela dita pitagórica dá A=1, B=2, C=3 … I=9, e recomeça: J=1, K=2 … R=9, S=1 … Z=8. Os acentos são ignorados (É conta como E, Ã como A), assim como hífenes e espaços. O número de expressão soma todas as letras; o número íntimo (ou número da alma) só toma as vogais — A, E, I, O, U e Y —; o número de realização só toma as consoantes. Cada total é reduzido algarismo a algarismo até 1-9, exceto o 11 e o 22, que a tradição guarda como «números mestres». O número do casal é a soma dos dois números de expressão, reduzida da mesma maneira.
O mesmo nome escrito de outra maneira — Luísa e Luiza, Sofia e Sophia — dá números diferentes: é a regra do jogo, não um defeito do programa. O segundo nome e o apelido não são contados aqui; a compatibilidade amorosa confronta dois nomes e duas datas.
Um jogo, e nada mais
Nenhum estudo encontrou jamais uma ligação entre as letras de um nome e a vida conjugal. Se o texto se parece consigo, é o efeito Barnum: descrições suficientemente gerais para servir a quase toda a gente. Continua a ser uma boa maneira de falar de si a dois — o que, esse sim, está documentado como útil.
Página verificada em setembro de 2026. As regras e os dados citados podem mudar: em caso de dúvida, confirme-os na fonte oficial indicada.
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