Adoção — Guiné-Bissau

Adoção decretada pelo tribunal segundo o Código Civil de 1966 — plena ou restrita, aberta às pessoas com mais de 25 anos, casadas ou sós —, mas rara: a quase totalidade das crianças órfãs ou abandonadas é acolhida na família alargada sem formalidade; a adoção internacional é excecional e a Guiné-Bissau não é parte na Convenção da Haia.

Mapa de localização — Guiné-Bissau — Adoção
Guiné-Bissau. Mapa de localização de contornos simplificados — dados Natural Earth, domínio público.

O quadro legal

O Código Civil de 1966, na versão em vigor na Guiné-Bissau, regula a adoção plena e a adoção restrita: podem adotar as pessoas com mais de 25 anos, casadas — conjuntamente — ou sós, com pelo menos 16 anos de diferença com a criança, cujos pais devem consentir, salvo se forem desconhecidos, falecidos ou destituídos; o processo corre no tribunal regional com investigação social e parecer do Ministério Público. As adoções formais são raras: a solidariedade da família alargada, o «confiar» tradicional de uma criança a um parente ou a um marabu (para as crianças talibés) e a ausência de registo civil fazem com que a maioria das crianças sem pais seja criada sem nenhum estatuto. A Guiné-Bissau não é parte na Convenção da Haia de 1993, e a adoção internacional é excecional, tratada caso a caso pelo tribunal e pelo Instituto da Mulher e Criança, com risco de tráfico documentado. A Convenção sobre os Direitos da Criança foi ratificada em 1990.

Os pontos-chave

TiposAdoção plena ou restrita (Código Civil de 1966)
AdotantesMais de 25 anos; casados (conjuntamente) ou sós; 16 anos mais velhos do que a criança
CriançaMenor; consentimento dos pais salvo desconhecidos, falecidos ou destituídos
ProcessoTribunal regional; investigação social; parecer do Ministério Público
Casais do mesmo sexoExcluídos
InternacionalExcecional; sem Convenção da Haia; risco de tráfico
RealidadeAcolhimento informal dominante; crianças «confiadas» e talibés

Na prática

Custos e cobertura

As custas judiciais são modestas; os Centros de Acesso à Justiça informam gratuitamente; o advogado é raro fora de Bissau.

Mudanças recentes

O projeto de Código da Criança, em discussão há anos, prevê modernizar a adoção; a Lei 12/2011 contra o tráfico de pessoas visa as crianças enviadas para o estrangeiro; o Comité dos Direitos da Criança recomendou a adesão à Convenção da Haia.

A quem recorrer

Convém saber

Na Guiné-Bissau, quase nenhuma criança é adotada formalmente, e as crianças «confiadas» — a um parente, a um marabu, a uma família na cidade — não têm nenhum estatuto nem proteção. Para os estrangeiros, a adoção é um terreno sem regras e com risco de tráfico: a via segura passa pelo tribunal, pelo IMC e pela autoridade central do país de residência.

Fontes e ligações oficiais

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