O quadro legal
O Código Penal de 2022 e a legislação sobre os estupefacientes punem o consumo e a posse para uso pessoal com prisão ou multa, e o tráfico com prisão de vários anos, até vinte para as redes; a aplicação é aleatória e a detenção arbitrária frequente. A Guiné Equatorial serve de escala à cocaína sul-americana para a África Central e a Europa, com apreensões ocasionais nos portos de Malabo e Bata e suspeitas de cumplicidades; o consumo local — cannabis, alguma cocaína entre a elite e nos bairros das duas cidades — é pouco documentado, e nenhum tratamento especializado existe, além dos serviços de psiquiatria dos hospitais. O álcool é a primeira dependência: a Guiné Equatorial tem uma das taxas de consumo de álcool por habitante mais altas de África (mais de 10 litros de álcool puro por adulto e por ano segundo a OMS), com o vinho de palma, a cerveja e as bebidas importadas, sem regulação efetiva da venda aos menores nem da alcoolemia ao volante. O tabaco é pouco regulado. A cannabis medicinal não é autorizada.
Os pontos-chave
| Consumo e posse | Crime: prisão ou multa; aplicação aleatória |
|---|---|
| Tráfico | Prisão de vários anos, até vinte |
| Situação | Escala da cocaína para a África Central; apreensões ocasionais |
| Drogas | Cannabis; alguma cocaína em Malabo e Bata; pouco documentado |
| Tratamento | Nenhum serviço específico; psiquiatria dos hospitais |
| Álcool | Primeira dependência; mais de 10 litros de álcool puro por adulto e ano (OMS); regulação não aplicada |
| Cannabis medicinal | Não autorizada |
Na prática
- Uma pessoa detida com droga depende de uma polícia e de uma justiça arbitrárias; um advogado é indispensável, e as embaixadas intervêm para os estrangeiros.
- Quem quer tratar-se — sobretudo do álcool — só tem os serviços de psiquiatria dos hospitais de La Paz e regionais; os que podem pagar partem para a Espanha ou os Camarões.
- As famílias podem contactar os serviços de saúde e as igrejas; nenhum programa de prevenção estruturado existe.
- Os estrangeiros — sobretudo os trabalhadores do petróleo — detidos com droga são processados por tráfico, com condições de detenção muito difíceis.
- A OMS apoia um plano contra o álcool, não aplicado.
Custos e cobertura
Os cuidados nos hospitais públicos são gratuitos ou quase; nenhum tratamento especializado existe; o advogado é caro.
Mudanças recentes
O Código Penal de 2022 manteve a criminalização do consumo; as apreensões de cocaína nos portos aumentaram ligeiramente; a OMS classifica o país entre os maiores consumidores de álcool de África; nenhuma política de saúde pública sobre as dependências.
A quem recorrer
- Hospitais de La Paz (Malabo, Bata) — psiquiatria.
- Ministério da Saúde e Bem-Estar Social; OMS Guiné Equatorial.
- Embaixadas (Espanha, Portugal, França) para os estrangeiros detidos.
Convém saber
Na Guiné Equatorial, a droga é um crime arbitrariamente perseguido e o álcool uma dependência nacional sem tratamento: o país bebe mais do que quase todos os seus vizinhos, e não tem um só centro de dependências. Os estrangeiros devem saber que uma detenção por droga se resolve mal, e lentamente.
Fontes e ligações oficiais
- Organização Mundial da Saúde — Guiné Equatorial (álcool) — dados
- UNODC — África Ocidental e Central — tráfico de cocaína
- Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos — Guiné Equatorial — detenções arbitrárias
Ligações verificadas para fontes oficiais ou de referência. Abrem num novo separador.
