Drogas e estupefacientes — Angola

O consumo e a posse de drogas são crime em Angola — punidos com prisão ou multa pela Lei 3/99 e pelo Código Penal de 2020, com tratamento possível em substituição —, e o tráfico com penas pesadas; a cannabis («liamba»), cultivada no país, é a droga dominante, a cocaína em trânsito progride; o tratamento público é quase inexistente fora de Luanda; o álcool, vendido a partir dos 18 anos, é a primeira dependência.

Mapa de localização — Angola — Drogas e estupefacientes
Angola. Mapa de localização de contornos simplificados — dados Natural Earth, domínio público.

O quadro legal

A Lei 3/99 sobre o tráfico e consumo de estupefacientes e o Código Penal de 2020 punem o consumo e a posse para uso pessoal com prisão até um ano ou multa, substituível por tratamento se o consumidor o aceitar, e o tráfico com prisão de vários anos — até vinte para as grandes quantidades e as redes —; a cultura de cannabis é crime. A cannabis («liamba»), cultivada nas províncias do centro e do norte, é a droga mais consumida; a cocaína, em trânsito do Brasil para a Europa e a África, e o crack progridem em Luanda; a heroína é rara. O tratamento público limita-se ao Hospital Psiquiátrico de Luanda e a alguns serviços provinciais, e algumas comunidades terapêuticas privadas ou religiosas; o Comité Interministerial de Luta contra a Droga coordena a prevenção. O álcool — cerveja, vinho, bebidas tradicionais — é a primeira dependência do país, vendido em teoria a partir dos 18 anos, com uma taxa de alcoolemia ao volante de 0,6 g/l e uma aplicação fraca; o tabaco é regulado pela Lei 27/20 (venda a partir dos 18 anos, proibição nos espaços fechados). A polícia usa muitas vezes a acusação de posse contra os jovens dos bairros.

Os pontos-chave

Consumo e posseCrime: até um ano de prisão ou multa; tratamento em substituição (Lei 3/99, Código Penal de 2020)
TráficoPrisão de vários anos, até vinte para as grandes quantidades e as redes
DrogasCannabis (liamba) dominante; cocaína e crack em progressão em Luanda
TratamentoHospital Psiquiátrico de Luanda; alguns serviços provinciais; comunidades privadas e religiosas
ÁlcoolPrimeira dependência; venda a partir dos 18 anos; 0,6 g/l ao volante
TabacoLei 27/20: 18 anos; proibido nos espaços fechados
Cannabis medicinalNão autorizada

Na prática

Custos e cobertura

O tratamento nos hospitais públicos é gratuito; as comunidades privadas cobram; as multas por consumo vão de alguns milhares a dezenas de milhares de kwanzas; o advogado é caro.

Mudanças recentes

O Código Penal de 2020 manteve a criminalização do consumo; a Lei 27/20 sobre o tabaco entrou em vigor; a Polícia Nacional e o Serviço de Investigação Criminal multiplicam as apreensões de cocaína em trânsito; nenhuma política de redução de riscos existe.

A quem recorrer

Convém saber

Em Angola, consumir é um crime e o tratamento quase não existe: um jovem detido com liamba arrisca a prisão, e uma pessoa dependente de crack só encontra o hospital psiquiátrico de Luanda ou uma igreja. O álcool, legal e omnipresente, faz muito mais estragos do que todas as drogas ilegais.

Fontes e ligações oficiais

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