O quadro legal
Os Serviços de Saúde de Macau oferecem a contraceção gratuitamente aos residentes nos centros de saúde — pílulas, DIU de cobre e hormonal, implante, injetável, preservativos, pílula de emergência, laqueação e vasectomia no Hospital Conde de São Januário —, e a Associação de Planeamento Familiar de Macau, criada em 1966, oferece consultas, métodos a preço baixo e educação sexual. As farmácias vendem as pílulas contracetivas e a pílula de emergência (levonorgestrel) sem receita, como em Hong Kong. A utilização de contraceção é elevada e a fecundidade muito baixa — cerca de 1 filho por mulher, uma das mais baixas do mundo —, com o preservativo e a pílula em primeiro lugar e o DIU em recuo; a gravidez na adolescência é rara (menos de 5 por 1 000). A educação sexual nas escolas é limitada e depende dos estabelecimentos, muitas vezes religiosos; a Associação de Planeamento Familiar intervém nas escolas a pedido. A lei não restringe nada; o aborto é restrito mas o Continente vizinho o pratica livremente.
Os pontos-chave
| Onde | Centros de saúde dos Serviços de Saúde (gratuito para os residentes); Associação de Planeamento Familiar; farmácias |
|---|---|
| Métodos públicos | Pílulas, DIU (cobre e hormonal), implante, injetável, preservativos, pílula de emergência, laqueação, vasectomia |
| Farmácia | Pílulas e pílula de emergência sem receita; 50 a 200 MOP |
| Utilização | Elevada; preservativo e pílula em primeiro lugar; fecundidade de cerca de 1 |
| Gravidez na adolescência | Rara (menos de 5 por 1 000) |
| Educação sexual | Limitada; escolas religiosas frequentes |
| Lei | Nenhuma restrição |
Na prática
- A mulher residente dirige-se ao centro de saúde da sua zona, onde a consulta e o método são gratuitos; o DIU e o implante são colocados nos centros e no hospital público.
- As farmácias vendem as pílulas contracetivas (50 a 150 patacas por mês) e a pílula de emergência (100 a 200 patacas) sem receita; toma-se até 72 horas.
- A Associação de Planeamento Familiar de Macau oferece consultas confidenciais, incluindo para os jovens e os não residentes (trabalhadores migrantes), a preço baixo.
- Os trabalhadores não residentes — numerosos nos casinos e nos serviços — pagam nos centros de saúde públicos ou recorrem à Associação e às farmácias.
- A laqueação e a vasectomia pedem-se no Hospital Conde de São Januário.
Custos e cobertura
Gratuito nos centros de saúde públicos para os residentes; 50 a 150 patacas por mês para a pílula na farmácia; 100 a 200 patacas para a pílula de emergência; preços sociais na Associação de Planeamento Familiar.
Mudanças recentes
Os Serviços de Saúde alargaram o DIU hormonal e o implante nos centros de saúde; a fecundidade continua a baixar e o Governo introduziu incentivos à natalidade; a educação sexual nas escolas é objeto de novas orientações em 2024.
A quem recorrer
- Centros de saúde dos Serviços de Saúde de Macau.
- Associação de Planeamento Familiar de Macau.
- Farmácias (pílula e pílula de emergência sem receita).
Convém saber
Em Macau, a contraceção é fácil e a gravidez na adolescência rara, mas a educação sexual nas escolas — muitas vezes católicas — é mínima: os jovens informam-se na internet e nas farmácias. A pílula de emergência sem receita e a Associação de Planeamento Familiar, confidencial, são os recursos que devem conhecer.
Fontes e ligações oficiais
- Serviços de Saúde de Macau — centros de saúde — planeamento familiar
- Associação de Planeamento Familiar de Macau — consultas, educação sexual
- Direção dos Serviços de Estatística e Censos — natalidade — dados
Ligações verificadas para fontes oficiais ou de referência. Abrem num novo separador.
