Drogas e estupefacientes — São Tomé e Príncipe

O consumo e a posse de drogas são crime em São Tomé e Príncipe, e o tráfico é punido com penas pesadas, mas o consumo é baixo — cannabis sobretudo — e o arquipélago serve ocasionalmente de escala à cocaína; nenhum tratamento especializado; o álcool — vinho de palma, cacharamba, cerveja — é de longe a primeira dependência, com uma das taxas de consumo mais altas de África e uma regulação recente.

Mapa de localização — São Tomé e Príncipe — Drogas e estupefacientes
São Tomé e Príncipe. Mapa de localização de contornos simplificados — dados Natural Earth, domínio público.

O quadro legal

A lei são-tomense sobre os estupefacientes e o Código Penal de 2012 punem o consumo e a posse para uso pessoal com prisão ou multa, substituível por tratamento, e o tráfico com prisão de vários anos. O consumo de drogas ilegais é baixo: cannabis cultivada localmente, cocaína rara, com algumas apreensões ligadas às escalas dos traficantes entre a América do Sul e a África Central. A Polícia Judiciária e a Polícia Nacional tratam os casos; nenhum serviço de tratamento especializado existe, além do serviço de psiquiatria do Hospital Ayres de Menezes. O álcool é de longe o primeiro problema: o vinho de palma, a cacharamba (aguardente de cana) e a cerveja são consumidos massivamente, incluindo pelos jovens, e São Tomé tem uma das taxas de consumo de álcool por habitante mais altas de África, com consequências sobre a violência doméstica, os acidentes e a saúde; uma lei de 2016 sobre as bebidas alcoólicas proíbe a venda aos menores de 18 anos e regula a publicidade, com uma aplicação fraca. O tabaco é regulado.

Os pontos-chave

Consumo e posseCrime: prisão ou multa; tratamento em substituição
TráficoPrisão de vários anos
DrogasConsumo baixo; cannabis sobretudo; escalas ocasionais da cocaína
TratamentoNenhum serviço específico; psiquiatria do Hospital Ayres de Menezes
ÁlcoolPrimeira dependência; uma das taxas mais altas de África; 18 anos (lei de 2016), aplicação fraca
TabacoRegulado
Cannabis medicinalNão autorizada

Na prática

Custos e cobertura

Os cuidados no hospital público são gratuitos; nenhum tratamento especializado existe; as multas por consumo são modestas.

Mudanças recentes

A lei de 2016 sobre as bebidas alcoólicas é a reforma principal; a OMS apoia um plano nacional contra o álcool; as apreensões de cocaína em trânsito aumentaram ligeiramente com o reforço dos controlos no Golfo da Guiné.

A quem recorrer

Convém saber

Em São Tomé, o problema não é a droga mas o álcool: o vinho de palma e a cacharamba são baratos, omnipresentes e consumidos desde a adolescência, e o país não tem nenhum centro de tratamento da dependência. A lei de 2016 proíbe a venda aos menores — quase ninguém a aplica.

Fontes e ligações oficiais

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