Partir mais tarde
O dia do casamento esgota mais do que uma mudança de casa: noite curta, emoção, álcool, horas de pé e três meses de organização que caem de repente. Partir no dia seguinte às seis da manhã para um voo de longo curso garante três dias de recuperação no local, ou seja, três dias perdidos em sete.
A solução é conhecida e cada vez mais praticada: duas ou três noites num sítio muito próximo logo a seguir à cerimónia, e depois a verdadeira viagem algumas semanas ou alguns meses mais tarde. Ganha-se em todas as frentes — o descanso, o preço fora de época, e o prazer de ainda ter alguma coisa pela frente quando a festa acabou.
Quanto lhe dedicar
Não há regra, mas há uma pergunta útil: esta viagem vale, para os dois, o que representa em meses de poupança? Uma lua de mel financiada a crédito começa o casamento com uma dívida, e os inquéritos aos recém-casados mostram que as tensões financeiras são o primeiro motivo de discussão do primeiro ano.
- A lista de casamento de viagem. Os convidados participam na estadia em vez de num serviço de loiça. É hoje a solução mais corrente, e é bem aceite.
- Fora de época. O mesmo hotel pode custar do simples ao triplo consoante a semana. Partir três meses depois do casamento permite escolher a boa semana em vez da boa data.
- Menos longe, mais tempo. Duas semanas a três horas de voo custam muitas vezes menos do que uma semana a doze horas, e cansam infinitamente menos.
Escolher o destino a dois
A lua de mel é a viagem em que se cede mais facilmente ao sonho do outro, e em que mais se lamenta. Se um sonha com mergulho e o outro com uma cidade, mais valem duas etapas curtas do que um compromisso que não apetece a ninguém. E se um dos dois já fez o destino, é preciso dizê-lo.
Os pontos práticos que se esquecem
- O nome no bilhete. Deve corresponder exatamente ao passaporte. Uma mulher que adota o apelido do marido não deve, de maneira nenhuma, reservar com o novo nome enquanto o passaporte tiver o antigo.
- A validade do passaporte. Muitos países exigem seis meses de validade depois da data de regresso.
- As vacinas e o tratamento antipalúdico. A prever com semanas de antecedência, não na véspera.
- O seguro de cancelamento. Aqui tem um verdadeiro sentido: a viagem é cara, reservada com muita antecedência, e o período é propício a imprevistos familiares.
- Uma contraceção que não dependa do fuso horário, se não desejarem começar logo uma gravidez. A pílula tomada a horas desfasadas durante uma semana é uma causa clássica de acidente.
O que falha mais vezes
Três coisas, invariavelmente: um programa demasiado carregado, um orçamento demasiado apertado, e a expectativa desmedida posta nesses poucos dias. Uma lua de mel não tem de ser a viagem mais bonita da vossa vida. Deve ser repousante, agradável e sem discussões de dinheiro — já é muito, e é alcançável.
