A lua de mel

A tradição manda partir no dia seguinte ao casamento, esgotados, para o destino mais caro da vida. É mais ou menos a pior maneira de o fazer.

Partir mais tarde

O dia do casamento esgota mais do que uma mudança de casa: noite curta, emoção, álcool, horas de pé e três meses de organização que caem de repente. Partir no dia seguinte às seis da manhã para um voo de longo curso garante três dias de recuperação no local, ou seja, três dias perdidos em sete.

A solução é conhecida e cada vez mais praticada: duas ou três noites num sítio muito próximo logo a seguir à cerimónia, e depois a verdadeira viagem algumas semanas ou alguns meses mais tarde. Ganha-se em todas as frentes — o descanso, o preço fora de época, e o prazer de ainda ter alguma coisa pela frente quando a festa acabou.

Quanto lhe dedicar

Não há regra, mas há uma pergunta útil: esta viagem vale, para os dois, o que representa em meses de poupança? Uma lua de mel financiada a crédito começa o casamento com uma dívida, e os inquéritos aos recém-casados mostram que as tensões financeiras são o primeiro motivo de discussão do primeiro ano.

Escolher o destino a dois

A lua de mel é a viagem em que se cede mais facilmente ao sonho do outro, e em que mais se lamenta. Se um sonha com mergulho e o outro com uma cidade, mais valem duas etapas curtas do que um compromisso que não apetece a ninguém. E se um dos dois já fez o destino, é preciso dizê-lo.

Os pontos práticos que se esquecem

O que falha mais vezes

Três coisas, invariavelmente: um programa demasiado carregado, um orçamento demasiado apertado, e a expectativa desmedida posta nesses poucos dias. Uma lua de mel não tem de ser a viagem mais bonita da vossa vida. Deve ser repousante, agradável e sem discussões de dinheiro — já é muito, e é alcançável.

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