O quadro legal
São Tomé e Príncipe não tem lei sobre a procriação medicamente assistida nem nenhum centro que a ofereça: a Lei da Família de 1977 não a menciona, e o sistema de saúde — um hospital central, o Ayres de Menezes, e centros de saúde distritais — só oferece o diagnóstico básico. Os casais com meios tratam-se em Portugal, a seis horas de voo, onde a PMA é aberta e regulada, ou em Angola e no Gabão para os que aí trabalham. O programa de evacuações sanitárias para Portugal cobre as doenças graves, não a infertilidade. Nenhuma comparticipação existe. A infertilidade afeta cerca de 10 a 15 % dos casais, com causas infeciosas tratáveis frequentes, e a mulher sem filhos sofre uma forte pressão social num país onde a maternidade — muitas vezes precoce e fora do casamento — define o estatuto feminino. A filiação das crianças nascidas de PMA no estrangeiro segue as regras gerais.
Os pontos-chave
| Lei | Nenhuma |
|---|---|
| Oferta | Nenhuma; diagnóstico básico no Hospital Ayres de Menezes |
| Evacuação sanitária | Não cobre a infertilidade |
| Destino | Portugal sobretudo |
| Custo | 3 000 a 6 000 € por ciclo em Portugal mais a viagem e a estadia |
| Comparticipação | Nenhuma |
| Filiação | Regras gerais: a mulher que dá à luz é a mãe |
Na prática
- Um casal infértil começa pelo ginecologista do Hospital Ayres de Menezes: exame do esperma, ecografia, despistagem das infeções; as missões de médicos portugueses e brasileiros completam a oferta.
- Para a FIV, os casais escolhem um centro privado de Lisboa (lista no CNPMA), com consulta à distância e uma estadia de duas a três semanas; a comunidade são-tomense em Portugal acolhe.
- Os são-tomenses residentes em Portugal têm acesso ao SNS português nas mesmas condições que os portugueses.
- A criança nascida em Portugal é registada no consulado ou na conservatória portuguesa e transcrita em São Tomé.
Custos e cobertura
3 000 a 6 000 euros por ciclo em Portugal, 5 000 a 8 000 com doação de ovócitos, mais os medicamentos, a viagem e a estadia; nenhuma comparticipação; o diagnóstico é acessível no hospital central.
Mudanças recentes
Nenhum quadro legal foi adotado; a cooperação portuguesa e brasileira reforça a ginecologia do hospital central; nenhum projeto de centro de PMA existe.
A quem recorrer
- Hospital Ayres de Menezes (São Tomé) para o diagnóstico.
- CNPMA (Portugal): lista dos centros autorizados.
- Consulado de São Tomé e Príncipe em Lisboa para o registo dos nascimentos.
Convém saber
São Tomé não tem FIV e não a paga: um casal deve prever de 5 000 a 10 000 euros por tentativa em Portugal, viagem incluída. O diagnóstico completo no hospital central, antes de partir — e o tratamento das infeções, que causam uma parte das infertilidades —, evita viagens inúteis.
Fontes e ligações oficiais
- Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe — portal do Governo
- CNPMA (Portugal) — centros autorizados — tratamento em Portugal
- Organização Mundial da Saúde — infertilidade — dados
Ligações verificadas para fontes oficiais ou de referência. Abrem num novo separador.
